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sábado, 16 de setembro de 2017

CRÓNICA: OBRIGADO VIANA!!

Estou sem palavras para resumir o 6º Rali de Viana do Castelo...



... mas uma crónica sem palavras é uma coisa estúpida de se fazer e não tem muito jeito, portanto vou tentar escrever algo.
Foi com natural entusiasmo e com a mesma motivação dos anos anteriores que encarei mais uma edição do "meu" Rali de Viana do Castelo. Bem... a mesma motivação, não é bem assim... na verdade este ano foi ainda maior... mas já lá vamos.
A cumprir a sua 6ª edição desta nova geração do rali (para efeitos estatísticos, o "Luziamar" foi o primeiro Rali de Viana, no já longínquo ano de 1983), e tal como sempre fiz por minha conta e risco, tentei dar o meu modesto e empenhado contributo para ajudar à promoção e divulgação de um rali que desde a edição nr. 1 (não a de 83, mas a da nova geração) me motivou a colaborar, a ajudar e a ver crescer de ano para ano sendo cada vez mais uma referencia. E assim começou o meu Rali de Viana.
Voltando à motivação, esta seria a minha 3ª participação activa na prova e este ano surge desde logo uma agradável surpresa que dava pelo nome de Mitsubishi Lancer Evo 8. Um nome de respeito no mundo dos ralis e que deixava adivinhar uma enorme, gigantesca diversão tanto para nós, como para o público (Cláudio Ornelas, bem podias passar o mês a dizer que não ias sacar travão de mão, eu não ia acreditar em ti!!). E assim a motivação triplicou!
Mas ainda o rali não tinha começado e já os stresses cumpriam o primeiro CH. Algo não estava bem com o carro, que denotava alguma falta de rendimento, audível e perceptível sobretudo em baixas rotações. Este contratempo retirou-nos alguma confiança e algum do entusiasmo mas não deixamos de ir à luta.
A tradicional super especial de abertura com lotação esgotada nas bancadas dava o mote para o espetáculo e para... os nervos! Entramos algo desconcentrados e na primeira curva o Evo parecia querer regressar à partida. Um pião, vários segundos perdidos e um alarme disparado a fazer-nos perceber que o rali não ia ser assim tão fácil como queríamos. 33º classificados do Regional Norte após a pec 1.
Para o dia seguinte a palavra de ordem era persistência. Consoante o carro ia permitindo, percorremos classificativa após classificativa num ritmo bastante interessante para quem nunca tinha andado naquele carro. E ao longo de todo o percurso do rali era fantástico ver a quantidade de pessoas que nos iam reconhecendo e nos davam apoio. Pelo meio, umas derrapagens mais atiçadas porque o público merece e sabe agradecer, umas travagens mais "penduradas", daquelas em que sustemos a respiração para ver no que vai dar, e umas curvas feitas a desafiar as leis da física (já que as leis do bom senso, nisto dos ralis, já ficaram para trás há muito tempo!!).
Com mais ou menos potência, com mais o menos confiança e com o carro a mostrar de forma audível que não era possível mais, as classificativas foram percorridas sem grandes problemas e sobretudo sem sobressaltos, chegando à entrada da derradeira pec (a Super Especial citadina que encerrava o rali) num agradável 7º posto da classificação do Regional Norte - nada mau, mesmo depois do muito tempo perdido logo no arranque nocturno de sexta feira devido a um pião!!
Só que até ao lavar dos cestos é vindima, e nos ralis, até ao ultimo controle é rali... e este rali não terminaria sem mais um contratempo: roda dianteira direita furada logo na primeira curva da super especial e mais alguns (bastantes) segundos perdidos. Resultado: queda de 2 posições na classificação geral. Definitivamente, este não foi o nosso ano para a super especial, aquela onde a vontade de fazer bonito para o imenso público, saiu mais que frustrada.
Mas o que nos ficará na memória são os enormes aplausos que naquele instante nos foram dirigidos. Percebemos claramente que toda aquela gente nos quis incentivar, nos quis deixar claro que não podíamos desanimar. Obrigado Viana!
Concluida a prova e todo o restante trajecto "protocolar", eis que nos vemos no parque fechado do final do rali. Está concluido e o objectivo foi alcançado quase plenamente. Quase, porque apesar de termos evoluido e conseguido baixar sempre os tempos nas repetições de todos os troços, apesar de termos ficado dentro do TOP 10 (e termos andado à porta do TOP 5), apesar de ainda termos conseguido oferecer ao público algumas "atravessadelas" em sinal de agradecimento pelos aplausos, apesar de tudo isso, fica aquela sensação de que podia ter sido melhor caso o carro estivesse a 100%. Mas os ralis são assim e há que realçar o fantástico trabalho da equipa técnica da Torres Competição, incansável na preparação e assistência do Evo.
Na hora dos agradecimentos, as primeiras palavras são também para quem nos apoia, para os nossos patrocinadores e para o público fantástico que nos incentiva e aplaude, bem como para o CAST pelo rali que nos proporcionou. É um verdadeiro privilégio viver "in loco" estes momentos! E claro, um agradecimento especial ao "Colin" Ornelas pela viagem fantástica que me proporcionou nas nossas estradas. Estiveste em grande, parceiro! "Vai lá guiar ao c...!!"
E como disse no início, estou sem palavras para resumir o Rali de Viana do Castelo, o "meu" rali... Obrigado a todos, até ao próximo!

*por Miguel Castro - Navegador da Encontro Team

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